História dos Povos da Antiguidade

23 de ago de 2014

As Guerras Médicas

As Guerras Médicas fazem parte de um período da história clássica, onde a Civilização Grega mediu forças contra o Império Persa.

A disputa toda era praticamente para definir quem comandaria o Mar Egeu e, por consequência, o comércio marítimo das imediações. Porém, um ponto importante é que nesse período também foi quando os Gregos buscaram formas de se livrar do domínio persa, que então impedia o crescimento da região não apenas por suas rígidas imposições, mas também pelos constantes tributos que a nação jônica precisava pagar aos medo-persas.

A Pérsia era a potência dominante na época e, pela primeira vez, viu outros povos fazerem frente a sua grandiosidade. Os gregos decidiram não se ajoelharem diante dos reis persas.

Gregos contra Persas

As Guerras Médicas aconteceram no período em que o reino persa estava expandindo seus domínios sobre o ocidente, mais especificamente, sobre a cidade de Mileto. Essa cidade era estrategicamente interessante para ambos os lados, principalmente por conta da sua proximidade com o mar, se tornando parada e, por consequência, polo cultural e econômico na região do mar Egeu. Com as revoltas dos Gregos de Mileto, com ajuda de Atenas, o império Persa, sob o comando de Dario 1º, se viram em guerra com suas colônias. Após a vitória, eles quiseram dar uma lição contra qualquer tipo de revolta por parte dos seus subordinados e, para isso, lançou um forte ataque repressivo na região.

O grande problema é que o ataque não funcionou da maneira que os persas imaginaram. Com a crescente repressão, os Gregos viram que não podiam apenas abaixar a cabeça, o que desencadeou uma guerra abrangente e violenta, que começou com as vitórias de Dario 1º, mas com derrotas de seu filho, Xerxes 1º, e com a fusão das forças das cidade-estados gregas, comandadas principalmente por Esparta e Atenas.

Embora desolados, os gregos saiam a cada guerra, mesmo após a derrota, com mais moral, isso porque os seus exércitos eram consideravelmente menores e, ainda assim, conseguiam fazer frente aos modernos e imponentes instrumentos bélicos do Império Persa.

Com o aumento da estima do exército grego, também veio uma virada nos resultados da guerra. Assim, o que a princípio era um massacre passou a se tornar uma verdadeira superação grega, até que a vitória surgiu na segunda das Guerras Médicas, quando os gregos venceram os persas na Batalha de Salamina e na Batalha de Plateias.

A Herança da Guerra

Com a vitória dos gregos, surgiu então uma guerra que colocou Atenas contra Esparta civil no país. De um lado, Atenas e seus aliados defendiam a Confederação de Delos, enquanto Esparta e seus aliados do outro lado defendiam a Liga do Peloponeso.

Sem que houvesse um vencedor nessas guerras internas, a Grécia viu sua forte estrutura de proteção contra os ataques estrangeiros se romper e, enfraquecida após as guerras contra os persas e os próprios habitantes do país, não conseguiu se defender do Rei macedônico Felipe II, que deixou para seu filho, Alexandre, o Grande, o domínio da região.

Os gregos, agora liderados por Alexandre, conquistaram a Síria, Fenícia, Palestina, Egito, Pérsia e parte da Índia naquele que foi o maior reino que já existiu no ocidente.

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