História dos Povos da Antiguidade

23 de ago. de 2014

As Guerras Púnicas

As Guerras Púnicas ocorreram entre os anos de 264 a.C. e 146 a.C. e que foram vencidas pela Civilização Romana.

As Guerras Púnicas foram uma série de batalhas que ocorreram na época anterior a Cristo. Divididas em três batalhas pela conquista do Mar Mediterrâneo, entre Cartaginenses e Romanos.

Cartago, que fica localizada ao norte da África, dominava o sistema comercial do Mediterrâneo, sendo a conquista deste o grande pivô para as batalhas que aconteceram.


Os cartaginenses, descendentes dos fenícios, lucravam explorando matérias-primas, como a prata, e comercializavam cereais, além de instalarem colônias em Córsega, Sardenha, na Sicília e em diversas regiões da África, o que acentuava a disputa pela dominância econômica, que Roma desejava. A Sicília e o Mediterrâneo, que fazia parte da rota comercial, eram locais que os italianos desejavam anexar ao seu território, de modo que se tornaria a hegemonia econômica e política, travando uma dura rivalidade com Cartago.

Outra nação que também possuía interesses era a da Grécia, que tinha colônias inimigas de Cartago. Depois que Roma anexou portos da Península Itálica, os interesses dessas colônias passaram a ser os mesmos dos romanos. Com as lutas históricas entre Cartaginenses e Sicilianos, Roma interviu por adotar a liderança do sentimento que pairava nas colônias gregas do ocidente. Como duas potências da época - tanto Cartago, quanto Roma - poderiam batalhar de igual para igual, pois as condições eram equiparadas.

Na Sicília, a maior parte da população era cartaginense, que por sua vez, vivia em constante batalha com as colônias gregas ocidentais. Assim sendo, quando os romanos “compraram” a disputa dos colonizados da Magna Grécia, Cartago imediatamente declarou guerra a Roma.


A Primeira Guerra Púnica

Foi, primordialmente, uma guerra naval, que durou por vinte e três anos. Esta começou quando Roma invadiu Messina, que era uma colônia de Cartago localizada na região da Sicília. Até então, os romanos nunca antes haviam batalhado no mar, enquanto Cartago possuía habilidosos marinheiros, já que era uma potência marítima na época. Por sua vez, a estratégia dos romanos foi a de copiar os barcos de seus inimigos, com a ajuda dos gregos e, dessa forma, conseguiram conquistar, na Primeira Guerra Púnica, a região de Córsega, Sardenha e Sicília.

A Segunda Guerra Púnica

Caracterizada principalmente pela militância do líder de Cartago, Aníbal Barca, a Segunda Guerra Púnica teve duração de dezesseis anos, com presença de batalhas, em sua maioria, nos territórios romanos. Com diversas vitórias dos Cartaginenses durante os primeiros anos, o quadro mudou quando Roma atacou Cartago, conquistando a Península Ibérica e completando a anexação da própria Península Itálica. As batalhas desse período são a de maior relevância durante as Guerras Púnicas.

A Terceira Guerra Púnica

Ocorrida entre os anos de 149 a.C até 146 a.C, este se tratou de um período em que Cartago já estava bastante enfraquecida devidos às perdas na Segunda Guerra Púnica. Se aproveitando da ocasião, o líder de Roma, Cipião Emiliano Africano, destruiu a cidade de Cartago e, ainda, escravizou os residentes do local que sobreviveram aos ataques. Dessa forma, Roma conquistou a maior parte do Mar Mediterrâneo.

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